Procura-se uma tesoura
pra soltar as amarras que me prendem num passado distante.
Ando exausta de viver a vida como uma marionete de fios,
onde a mão que me guia chama-se passado.
A vida tem se apresentado diariamente
como uma novidade.
O máximo que consigo fazer
é abrir a janela para deixar o sol entrar.
Fazer com que o ontem não exale cheiro de mofo e poeira.
Procura-se uma tesoura
para cortar os elos com esse passado escravagista,
presenteando-me com a liberdade.
Não uma liberdade advinda da pena de uma princesa,
mas uma liberdade de fazer o que quiser,
Pensar e falar o que der na telha.
Deixar de ser marionete
E simplesmente ser o que se é.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2017
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
Procura-se um espanador de pó.
Procura-se um espanador de pó.
É tempo de tirar o pó acumulado em casa.
Não habitat físico,
mas o lar do amor.
Um coração tanto tempo fechado,
indisposto a deixar a vida entrar
por medo, insegurança, incerteza ou proteção,
fica assim, cheirando a mofo,
com pó nas entranhas.
Mas o sol nasceu.
O relógio caminhou.
E ela decidiu que as janelas de casa
devem ser abertas para o novo entrar.
Procura-se um espanador de pó
pra sacudir a poeira e dar a volta por cima.
Limpar a casa
porque hoje ela vai receber o amor,
que não vem de visita.
Muda-se hoje para esse novo endereço.
O inquilino é alérgico e poeira.
É tempo de tirar o pó acumulado em casa.
Não habitat físico,
mas o lar do amor.
Um coração tanto tempo fechado,
indisposto a deixar a vida entrar
por medo, insegurança, incerteza ou proteção,
fica assim, cheirando a mofo,
com pó nas entranhas.
Mas o sol nasceu.
O relógio caminhou.
E ela decidiu que as janelas de casa
devem ser abertas para o novo entrar.
Procura-se um espanador de pó
pra sacudir a poeira e dar a volta por cima.
Limpar a casa
porque hoje ela vai receber o amor,
que não vem de visita.
Muda-se hoje para esse novo endereço.
O inquilino é alérgico e poeira.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
Procura-se uma boia
Procura-se uma boia.
À minha frente se encontra um mar de oportunidades.
A maturidade me aconselha a mergulhar fundo,
nadar por estas águas desconhecidas.
O medo da inexperiência em se jogar de cabeça
exige cautela,
até porque não sei nadar.
A vida é assim, feita de escolhas:
Mergulhar ou ficar em terra firme?
A decisão foi tomada.
Procura-se uma boia.
Vou me jogar
com a cara e a coragem,
e se beber um pouco de água,
começar a afundar,
estarei segura
simplesmente pela certeza
de que tentei.
Segui as ondas das oportunidades,
oferecidas gratuitamente pela vida.
Quem sabe, não é a hora de aprender a nadar?
Talvez chegue ao ponto de saber boiar
e até a fazer deste mergulhe algo leve, descontraído.
Confiando e que essas águas,
nem sempre calmas, é que fazem a beleza do mar.
À minha frente se encontra um mar de oportunidades.
A maturidade me aconselha a mergulhar fundo,
nadar por estas águas desconhecidas.
O medo da inexperiência em se jogar de cabeça
exige cautela,
até porque não sei nadar.
A vida é assim, feita de escolhas:
Mergulhar ou ficar em terra firme?
A decisão foi tomada.
Procura-se uma boia.
Vou me jogar
com a cara e a coragem,
e se beber um pouco de água,
começar a afundar,
estarei segura
simplesmente pela certeza
de que tentei.
Segui as ondas das oportunidades,
oferecidas gratuitamente pela vida.
Quem sabe, não é a hora de aprender a nadar?
Talvez chegue ao ponto de saber boiar
e até a fazer deste mergulhe algo leve, descontraído.
Confiando e que essas águas,
nem sempre calmas, é que fazem a beleza do mar.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2017
Procura-se um espelho.
Procura-se um espelho.
Não o que diz que você é a mais bela,
mas um que mostra seu reflexo real,
seus defeitos, imperfeições.
Que não se cala frente às belezas,
fazendo-as conhecidas
Diante de quemse vê.
Um espelho que seja sincero
àquela que se prostra frente e ele
reconhecendo-se
E gosta do que vê,
pois sabe que pessoas são assim:
Um misto de conquistas e frustrações.
Por isso não tem medo de se encarar
De enxergar quem de fato é.
Olha-se de frente, de costas
Ajeita algo aqui, algo ali
Retoca a maquiagem.
joga um beijo pra si mesma
E vai viver a vida .
Com suas imperfeições perfeitas
que nada mais são do que sua humanidade.
Não o que diz que você é a mais bela,
mas um que mostra seu reflexo real,
seus defeitos, imperfeições.
Que não se cala frente às belezas,
fazendo-as conhecidas
Diante de quemse vê.
Um espelho que seja sincero
àquela que se prostra frente e ele
reconhecendo-se
E gosta do que vê,
pois sabe que pessoas são assim:
Um misto de conquistas e frustrações.
Por isso não tem medo de se encarar
De enxergar quem de fato é.
Olha-se de frente, de costas
Ajeita algo aqui, algo ali
Retoca a maquiagem.
joga um beijo pra si mesma
E vai viver a vida .
Com suas imperfeições perfeitas
que nada mais são do que sua humanidade.
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