Procura-se uma tesoura
pra soltar as amarras que me prendem num passado distante.
Ando exausta de viver a vida como uma marionete de fios,
onde a mão que me guia chama-se passado.
A vida tem se apresentado diariamente
como uma novidade.
O máximo que consigo fazer
é abrir a janela para deixar o sol entrar.
Fazer com que o ontem não exale cheiro de mofo e poeira.
Procura-se uma tesoura
para cortar os elos com esse passado escravagista,
presenteando-me com a liberdade.
Não uma liberdade advinda da pena de uma princesa,
mas uma liberdade de fazer o que quiser,
Pensar e falar o que der na telha.
Deixar de ser marionete
E simplesmente ser o que se é.
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