quarta-feira, 31 de maio de 2017

Procura-se um redutor de velocidade

Procura-se um redutor de velocidade
Pois quem nunca ouviu que
A pressa é inimiga da perfeição?

Embora aceitar as imperfeições  seja um dom
É também uma porta de entrada para a pressa.
O tempo, por vezes, parece diminuto
Mas não o é.
São as mesmas vinte e quatro horas
Os sessenta minutos e segundos...
O que mudou então? 
O nosso olhar 
Nosso coração hiperativo
Nossa alma apressada.
Procura-se um redutor de velocidade
Pra resgatar a serenidade do olhar
O equilíbrio do coração
A tranquilidade da alma. 
Parar.  Respirar.  Observar.  Sentir
Faz-se necessário o resgate destes. 
Por pressa, passamos pela vida.
Na rapidez de quem muito quer fazer,
escolhe-se não sentir o tempo
E nada faz. 
Por isso não vive. 
Não percebe o outro.
Perde momentos.
Apaga as pequenas gentilezas do dia
como reduzir a velocidade do carro 
Pra ceder a vez ao outro. 
O tempo não mudou. 
Apenas corremos tanto que não o vemos  passar. 
O tempo não volta atrás.
O tempo não,  a gente sim. 
Voltemos nossas cadeiras às portas de casa 
Pra tomar café e contar causos. 
Voltemos à simplicidade do tempo
A fim de não mais passar pela vida
Mas sentí-la com o coração
Guardá-la na memória. 
Nossa alma pede calma!

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