Procura -se água da torneira, de bica ou mineral...
Pra matar a sede de cultura.
Pra embebedar corações com os versos
singelos e profundos de Cora Coralina, Quintana, Drummond...
Pra encharcar nossos ouvidos com samba de
Noel, Pixinguinha, Paulinho da Viola...
Pra molhar os olhos com Lavoura
Arcaica, Abril Despedaçado, Que horas
ela volta...
Pra beber do legado deixado por Machado
de Assis, José Alencar, Jorge Amado...
Irrigar pensamentos libertadores
Com Florestan Fernandes, Gilberto Freyre,
Paulo Freire..
A assim afogar a controversa certeza de
que
Não produzimos Cultura.
Precisa-se de água
Pra lavar a alma de ser brasileiro e
ter o privilégio de mergulhar naquilo
que de
extraordinário produzimos: nossa
brasilidade.
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